domingo, 23 de maio de 2010

"NÃO IMPORTA O QUE A PESSOA SAIBA OU FAÇA, MAS SIM QUE ELA TENHA DINHEIRO (DE PREFERÊNCIA MUITO) PARA PAGAR POR SUA IGNORÂNCIA E FALHAS DE CARÁTER".

"A CULTURA INFLUENCIA DIRETAMENTE OS VALORES MORAIS DE UMA SOCIEDADE E CRIA TAMBÉM OS PARÂMETROS QUE ESTABELECEM O STATUS HIERÁRQUICO DE CADA MEMBRO SOCIAL. SEM DÚVIDA ALGUMA, A POSSE DE BENS MATERIAIS SEMPRE FOI ALGO VALORIZADO NAS VITRINES DAS SOCIEDADES. MAS JÁ EXISTIRAM TEMPOS EM QUE O STATUS INTELECTUAL E A RETIDÃO DE CARÁTER TAMBÉM ERAM CARACTERÍSTICAS BASTANTE VALORADAS ENTRE OS MEMBROS DE NOSSA SOCIEDADE.

O "SABER" E O "SER" JÁ FORAM BENS DE ALTO VALOR MORAL SOCIAL. HOJE VIVEMOS OS TEMPOS DO "TER", EM QUE NÃO IMPORTA O QUE A PESSOA SAIBA OU FAÇA, MAS SIM QUE ELA TENHA DINHEIRO ( DE PREFERÊNCIA MUITO) PARA PAGAR POR SUA IGNORÂNCIA E FALHAS DE CARÁTER. 
NESSE CENÁRIO PROPÍCIO SURGE A CULTURA DA "ESPERTEZA": TEMOS QUE SER RICOS, BONITOS, ETIQUETADOS, SARADOS, DESCOLADOS E MUITO INVEJADOS. O PIOR DESSA CULTURA É QUE SEUS MEMBROS SOCIAIS NÃO SE CONTENTAM APENAS COM O "TER", É NECESSÁRIO EXIBIR E OSTENTAR TODOS OS SEUS BENS. ASSIM NINGUÉM ESQUECE, NEM SEQUER POR UM MINUTO, QUEM SÃO OS DONOS DA FESTA.

E É EXATAMENTE ESSA CULTURA QUE FAZ COM QUE OS JOVENS BEM-NASCIDOS OPTEM POR CAMINHOS RÁPIDOS COMO A VENDA DE DROGAS E PRODUTOS CONTRABANDEADOS PARA OBTEREM O STATUS SOCIAL DOS BEM-SUCEDIDOS. PARA ESSES RAPAZES E MOÇAS, O CAMINHO DOS ESTUDOS, DO SABER E DO "SER" É LONGO DEMAIS. ELES QUEREM TUDO, AQUI E AGORA.

VIVEMOS EM MEIO A UMA CULTURA QUE PRIVILEGIA O INDIVÍDUO EM DETRIMENTO DA HUMANIDADE COMO UM TODO. (...). /ENTRETANTO/. SE QUISERMOS MANTER NOSSA SUPREMACIA BIOLÓGICA NO MUNDO NATURAL, TEREMOS QUE REVER NOSSOS PRÓPRIOS CONCEITOS, CRIANDO UMA NOVA CULTURA QUE SE BASEIE NA SOLIDARIEDADE E NO SUCESSO DA COLETIVIDADE". 

Trecho do livro: MENTES PERIGOSAS - o psicopata mora ao lado. Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva. Editora: Fontanar. Rio de Janeiro, 2008. p.153 - 154 

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“Como professor, não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância, se não supero permanentemente a minha”. Paulo Freire

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